1º de Outubro – Dia Nacional de Doação de Leite Humano

Em outubro de 2003, a Portaria GM 1893, do Ministério da Saúde, instituiu a data 1º de Outubro como o “Dia Nacional de Doação de Leite Humano”, que passou a ser comemorado a partir de 2004.

É importante que os profissionais de comunicação colaborem divulgando a data e o tema na mídia (TV, rádio, jornal, revista, internet). O objetivo é promover o conhecimento e a sensibilização da sociedade, sobre a importância e necessidade da doação de leite humano aos Bancos de Leite Humano.
O Banco de Leite é um centro especializado, responsável pelo incentivo ao aleitamento materno e execução das atividades de coleta, processamento, controle de qualidade e distribuição do leite humano doado. Atende a crianças que, por diferentes razões, são impossibilitadas de receber o leite de suas próprias mães, com ênfase especial aos recém-nascidos de baixo peso e prematuros, bem como a um grande número de nutrizes que vivenciam dificuldades à amamentação.

No Brasil, destaca-se a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, hoje com mais de 200 unidades distribuídas em todo o país e que a partir da implementação do controle de qualidade, tanto físico-químico como bacteriológico garante atendimento de excelência, e a distribuição de um produto seguro para as mães e seus recém-nascidos. Esta rede é uma iniciativa do Ministério da Saúde-Fundação Oswaldo Cruz/IFF/ICICT e Secretaria de Atenção à Saúde/Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas, e no âmbito da política pública se configura como uma estratégia de qualificação da atenção neonatal e tema de segurança alimentar e nutricional.

No estado de Santa Catarina, existem 12 Bancos de Leite Humano. O Banco de Leite da Maternidade Darcy Vargas, de Joinville, foi criado em 1980, e é centro de referência estadual desde 30/04/1999. Os profissionais de Bancos de Leite Humano exercem atividade de assistência e apoio a amamentação em 75% do seu tempo de trabalho. Promovem, protegem e apoiam o aleitamento materno, de forma individual ou em grupos, salientando as vantagens e a importância da amamentação para nutriz, bebê, família, sociedade e meio ambiente. Eles também são responsáveis pela orientação de como manter a lactação, mesmo se a mãe estiver separada do seu filho, e de como prevenir intercorrências mamárias e tratá-las precocemente, para evitar o desmame. Nos 25% do tempo restante, são desenvolvidas atividades relacionadas à tecnologia de alimentos para o processamento do leite humano ordenhado, incluindo a triagem das doadoras, orientações sobre ordenha, pré-estocagem e transporte do leite cru, bem como a recepção, seleção, classificação, pasteurização, controle de qualidade, estocagem e distribuição do leite doado.

Todas as mulheres sadias, que estejam amamentando, e que apresentem produção láctea em quantidade superior à necessidade do filho, podem doar esse excesso de leite para um banco de leite. As mães que precisam se ausentar de casa por qualquer motivo (trabalho, doença, viagem, etc…) também devem aprender a retirar, conservar e armazenar seu leite para a alimentação dos próprios filhos.

A natureza dá a cada mulher a chance de nutrir seu filho com o melhor e mais completo alimento – o leite humano. Ao ordenhar esse leite, a mulher mantém a produção láctea e permite que seu filho seja alimentado de forma correta na sua ausência, ou pode doá-lo para ser pasteurizado em um Banco de Leite Humano e oferecido a bebês prematuros ou doentes.

Fonte – http://www.redeblh.ficruz.br
Contato – BLH Maternidade Darcy Vargas – Foe 047 3461-5704

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